| Presidente do TSE confirma interpretação de Biscaia: PEC dos Vereadores não vale para 2008 |
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| Sex, 11 de Setembro de 2009 18:34 |
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Brasília (11/09) – Em entrevista à imprensa, publicada nesta sexta-feira em vários jornais e sites de notícias, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Carlos Ayres Britto, afirmou que a criação de mais de oito mil vagas nas câmaras municipais, aprovada em primeiro turno pela Câmara dos Deputados, só terá validade para as eleições de 2012. Essa foi a interpretação defendida da tribuna pelo deputado Antonio Carlos Biscaia (PT-RJ), quando ele alertou que o Congresso estava iludindo vereadores que não foram eleitos em 2008 porque o Judiciário já tinha jurisprudência de que emenda constitucional que altere cargos só tem efeitos antes das eleições.
No caso da PEC dos Vereadores, a emenda, que ainda será votada em segundo turno, diz que os não eleitos no ano passado tomarão posse imediata. O ministro Ayres Britto, que não quis se manifestar sobre a constitucionalidade da PEC, disse aos jornalistas que “de acordo com a jurisprudência do TSE, é possível o aumento do número de vereadores por emenda desde que passe a vigorar na legislatura subsequente”. Voz das urnas – O presidente do TSE analisou a questão para os jornalistas, afirmando que “é preciso não confundir vereador suplente com suplente de vereador. Não existe vereador suplente e temos que nos perguntar: “Um suplente de vereador pode ser transformado em vereador por emenda”? O que o TSE responde é que uma emenda não pode substituir a voz das urnas”. OAB – Em entrevista ao Portal G1, da TV Globo, o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Cezar Britto, teve a mesma interpretação de Ayres Britto: os efeitos da PEC dos Vereadores não podem ser retroativos a 2008. “Se a interpretação da lei for da retroatividade, com a posse dos suplentes, a OAB poderá entrar com uma Adin (Ação Direta de Inconstitucionalidade) no Supremo Tribunal Federal porque isto fere o princípio da anterioridade para as regras eleitorais e causa insegurança. Se ficar assim, após a eleição, quando não se eleger uma pessoa querida, se vai e amplia o número de vagas”, disse. |
| Última atualização ( Ter, 20 de Outubro de 2009 20:15 ) |


